Salões de beleza - uma questão de foco
Salões de beleza – uma questão de foco
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Salões de beleza – uma questão de foco

 

Você dono de salão, qual é o seu foco? Aliás, que foco tem o seu salão? Você é aberto às mudanças? Ou, “acha” que não precisa mudar nada nem em você, nem no seu salão? Você administra seu salão de forma profissional? Ou, apenas intuitiva e instintivamente?

“A idade da pedra não acabou por falta de pedra. As empresas não morrem por fazerem as coisas erradas, mas por fazerem as coisas certas por tempo demais.”

“Pioneira na revelação de filmes fotográficos, a Kodak foi um dos símbolos americanos de empresa tecnológica. Enquanto dez anos atrás era um exemplo de empresa bem sucedida e sua ação em bolsa valia mais de 70 dólares, hoje uma ação sua vale menos de 1 dólar. E a empresa não quebrou por falta de filmes ou câmeras. A Motorola, por sua vez, sinônimo de celular até poucos anos atrás, foi comprada pela Google por valores irrisórios, e também não quebrou por falta de usuários de celulares. Até mesmo a Nokia, que foi a grande “carrasca” da Motorola, perdeu a mão nos últimos quatro anos com o advento do iPhone. Outra empresa americana de destaque mundial, a Gillete, foi vendida para a Procter & Gamble. A Blockbuster arrasava quarteirões e virou pó, o mesmo aconteceu com a Palm Pilot.”

Quem escreveu o texto acima foi o articulista Romeu Busarello do site www.endeavor.com.br

Serve-nos a reflexão. Conheço salões que há uns 10 anos despontavam como um espaço crescente de serviços de embelezamento e hoje, apenas sobrevivem, mesmo que tenham desenvolvido modificações em sua estrutura física.

E onde está o ERRO? Na falta de renovação do “conceito de negócios” de seus proprietários. Nesses salões, continuam servindo aquele surrado cafezinho, naquele copinho descartável que agride o meio ambiente. Nesses salões a recepcionista continua sendo apenas uma repassadora de serviços a profissionais e uma recebedora de pagamentos em dinheiro ou em cartões de crédito e de débito, além de recepcionista de telefonemas e anotadora de agendamento de serviços com hora marcada. Ou seja, nesse salão, nada mudou nessa função como já se fazia há uns 10 anos. Nesses salões até o salário da recepcionista é SURRADO como há uns 10 anos, sendo alterado apenas em função dos índices do salário mínimo, um horror de remuneração inventado por trabalhistas de plantão e reforçado por sindicalistas que se penduraram no cabide de emprego de sindicatos laborais e patronais inoperantes. Tudo muito antigo e ruim. Eu enumeraria pelo menos mais umas cinco funções para essa recepcionista, o que agregaria mais valor ao seu trabalho, melhoraria o seu salário e aumentaria o faturamento do salão.

Nesses salões com essa configuração administrativa muito atrasada, os profissionais da beleza também desenvolvem uma única tarefa, qual seja: a de ATENDER clientes e nada mais. Nesses salões a cliente chega à recepção e anuncia que pretende os serviços tais e tais, ou seja, ela trás na bandeja alguns serviços é atendida, paga e vai embora. Pronto, o salão através de seus profissionais acomodados atendeu a cliente e não vendeu nenhum novo serviço ou pacote de serviços. Depois, no final do mês reclama-se que o comércio está fraco, que o povo está sem dinheiro, que a concorrência trabalha por um preço mais em conta. Tudo desculpa de quem se acomodou no espaço e no tempo e não consegue vislumbrar uma cadeia de OPORTUNIDADES que diariamente é colocada no colo de cada um, através de cada cliente atendida.

Enquanto esses respeitáveis empreendedores e profissionais da beleza, avessos a NEGÓCIOS enchem salões de beleza de Norte a Sul e de Leste a Oeste deste imenso Brasil, estão chegando ao mercado, investidores da beleza que não sabem pentear os próprios cabelos e nem precisam eles pagam para ter esse serviço. São esses investidores que já fazem e continuarão a fazer a DIFERENÇA. Eles chegam à atividade do embelezamento munidos de um “PLANO DE NEGÓCIOS” elaborado por profissionais do ramo de consultoria especializada.

A grande diferença entre esses modernos investidores e os investidores de salões que já estão no mercado há muitos anos com sucesso sofrível é uma só: Os modernos investidores têm plena consciência de que precisam INVESTIR EM CONHECIMENTO HUMANO que os farão ter muito $UCE$$O, enquanto os antigos investidores se omitem do ato de investir e o que é pior: PENSAM QUE SABEM ADMINISTRAR SEUS SALÕES. NÃO SABEM.

Muitos desses respeitáveis donos, até têm “boa vontade”, mas, suas decisões são equivocadas. Outro dia num estado acolá, um dono de salão resolveu criar o “DIA 10 DA BELEZA”: Sua idéia foi enumerar uma série de serviços e cobrar apenas R$ 10,00 reais por cada um. Nesse dia tinha cliente no salão até meia noite. No final, seu estado físico era de “estropiado” e seu CAIXA cheio de comprovantes de cartões de crédito e de débito e apenas algumas minguadas cédulas de dez reais. UM DESASTRE DE MARKETING. Este é apenas um exemplo de idéias que surgem do NADA e vão para LUGAR NENHUM. Muitos salões seguindo esse viés deformado de marketing criam promoções de redução de até 50% (cinqüenta por cento), nos preços dos serviços, nos dias de segunda a quarta feira, como forma de atrair clientes. Atraem mas, têm prejuízo. Então, este é um marketing equivocado que enche o salão de segunda a quarta feira e o esvazia nos dias de quinta a sábado. Sinceramente esta não é uma idéia inteligente. Por outro lado, o cliente que procura qualidade não procura preço.

Salões há que funcionam hoje, como se fossem barbearias do passado, onde profissionais limitadíssimos amolavam suas navalhas em madeira tosca e sem esterilizá-las, atendiam a todos os clientes. É certo que naquela época faltavam normas específicas sobre o assunto, mas hoje, mesmo com normas existentes, muitos profissionais trabalham no conceito do passado. E isto é também um erro administrativo de quem dirige um salão. Há uns 10 anos fui realizar uma consultoria num grande salão numa cidade do Nordeste e lá, quando um profissional cabeleireiro terminava de atender à sua cliente, uma auxiliar de cabelo recolhia todos os objetos e utensílios utilizados naquele serviço e procedia a uma higienização completa, ensacava-os, fechava-os hermeticamente e devolvia ao profissional. Aquele já era e continua sendo um salão que se destaca pela sua Administração diferenciada, porquanto continua no mesmo lugar e muito bem freqüentado por clientes antigos e novos.

Muitos donos de salões só enxergam a MUDANÇA como sendo instrumento de MAIS DESPESAS. Pobres empreendedores da era jurássica das antigas barbearias. Nenhum dono de salão tem absolutamente nenhum custo e nenhuma despesa, seja lá qual, eis que, quem banca tudo é o CLIENTE, pois tudo está embutido no preço dos SERVIÇOS.

É preciso AVANÇAR sobre esses conceitos retrógrados, atropelando-os com o TRATOR DE ESTEIRA DA MODERNIDADE enquanto é tempo. O mercado é implacável com pessoas e negócios ineficazes. Quem ainda se lembra de quanto pesava e o barulho que fazia um antigo secador de cabelos? Quem ainda se lembra do tempo de reação de uma tinta no cabelo, há 20 anos? Há vinte anos rara era a mulher que coloria os cabelos, hoje, rara é a mulher que não colore os cabelos. Houve uma revolução no “modus faciendi” da elaboração química de produtos para cabelo e pele e também na fabricação de equipamentos e mobiliário, hoje planejados com fundamentação ergonômica e ergométrica. Muito em breve veremos a prática invasiva da aplicação do botox, substituída por um creme facial. Ou alguém duvida desse avanço da ciência cosmética?

A atividade do embelezamento no Brasil precisa urgentemente se LIVRAR da INFORMALIDADE e do conceito doméstico que a persegue, numa ponta, pelo baixo nível de “percepção de negócios” dos seus atores (empreendedores e profissionais) e noutra ponta pela falta de verdadeiras LIDERANÇAS (respeitadas as exceções) incapazes que são de demonstrar com clareza cristalina para o governo o “Modus Operandi” de suas parcerias, permitindo-lhes atuar com NORMAS JURÍDICAS PRÓPRIAS E PRECEITOS LEGAIS que lhes assegurariam e beneficiariam a todos, gerando muito mais POSTOS DE TRABALHO, RIQUEZA E RENDA.

Repito aqui que tanto trabalhar como profissional da beleza, quanto empreender no “negocio da beleza” no Brasil, não é mais uma atividade para amadores. Salão de beleza não é lugar para profissionais aprendizes, nem para empreendedores apenas instintivos e/ou intuitivos. Ou se chega a essa atividade preparadíssimo para as demandas naturais exigidas pelo encarreiramento profissional e pelas implacáveis leis de mercado ou, quem nela se aventurar sem esse pré-requisito, perderá: TEMPO, ENERGIA HUMANA E RECURSOS FINANCEIROS.

MUDANÇA geral no conceito de negócios, abrangendo as questões administrativas, contábeis, fiscais, trabalhistas, tributárias e mercadológicas é tudo de que precisa a atividade do embelezamento no Brasil do século XXI, da era da globalização com o mundo plugado em “ON LINE” e, da era da EXCELÊNCIA.

Mudanças mexem com pessoas e isto muitas vezes é ameaçador porque as pessoas já estão acostumadas às suas zonas de acomodação, ou aos seus “STATUS QUO”. E isto não é prerrogativa só de micros empreendedores da beleza, manicures, cabeleireiros, depiladoras e afins. Muitos profissionais de cargos diretivos em grandes empresas, muitas vezes também RESISTEM às mudanças, porque para eles a mudança só deve ser processada nos outros e não em si mesmos, acostumados ao seus transitórios pedestais. Nenhum de nós: profissionais do conhecimento, gestores, gerentes, diretores, superintendentes, micros ou macros empreendedores e profissionais de todos os níveis, estamos IMUNES ÀS MUDANÇAS. O mundo é cíclico e dinâmico. Ou nos adaptamos e aprendemos uma coisa nova todos os dias e a fazemos com ou sem jeito, ou ficaremos para TRÁS, deixando passar a excelente oportunidade de sermos PROTAGONISTAS DO NOSSO PRÓPRIO MUNDO, DE NOSSA PRÓPRIA ERA. Esta é a LIÇÃO.

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/serie-saloes-de-beleza-uma-questao-de-foco/69909/

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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