Salões de beleza - os resultados são do tamanho do pensamento
Salões de beleza – os resultados são do tamanho do pensamento
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Salões de beleza – os resultados são do tamanho do pensamento

 

Você proprietário, mais o seu salão, representam dois cenários de interpretação distinta. Você pelas decisões que toma e seu salão, pelos resultados dos números que produz mensalmente. E se você imagina que isso não tem muita importância, leia atentamente o que se segue.

Na atividade do embelezamento no Brasil, para a qual os Poderes Públicos não impõem nenhuma restrição de acesso, entram todos os “excelentes” e todos os que não se enquadram nessa categoria. E para ambos os casos criam-se produtos com a mesma qualificação, por isso a existência de renomadas marcas mundiais de produtos cosméticos e as mais vulgares fabriquetas de fundo de quintal.

Pronto. Aqui começa a correlação siamesa entre o que decide um proprietário e os resultados que serão alcançados pelo seu salão. Se ele opta por “ser apenas mais um no mercado” todas as suas decisões sempre se voltarão para resultados sofríveis, mesmo que ele não mereça isso. Mas, se ele opta por implantar no seu salão o “Planejamento Estratégico”, suas decisões perseguirão e conseguirão sempre resultados positivos acima do esperado. E antes que alguém interprete que os excelentes resultados só acontecem nos grandes salões, conheço uma infinidade de pequenos salões com resultados excelentes e, uma soma considerável de grandes salões com resultados medíocres.

A questão não está no tamanho do salão, mas, no tamanho da “visão de negócios” que possui o dono do salão. Simples assim.

A grande maioria dos donos de salões, normalmente cabeleireiros, por exemplo, imagina que só deve investir em cursos de corte, coloração, maquiagem, penteado e outros, incluindo-se aqui as reformas físicas estruturais, nesse ponto, seu dono imagina que obterá bons lucros, que vai conseguir atrair e fidelizar clientes, enfim. Muitos conseguem inclusive fazer cursos em renomadas escolas internacionais, mas, de tanto pensar pequeno, respeitadas as exceções, continuam usando nos lavatórios dos seus salões, shampoos e condicionadores de baixa qualidade. E esta é uma decisão com resultados medíocres, como escrito acima. Todos os que atuam neste ramo sabem que o resultado de um serviço de escova, passa antes pela qualidade do shampoo.

Na realidade, a questão central está ligada literalmente à falta de noção e “visão estratégica de negócios” que a grande maioria não possui, deixando-se levar apenas pelo “instinto e a intuição”, como se essas duas grandes qualidades do ser humano, fossem capazes de tornar um salão duradouro e sustentável. Não são.

Na verdade, administrar salão de beleza, não tem nada a ver com o fato de o dono do salão ser um “expert” em coloração, visagismo, maquiagem, ou, possuir outras qualificações técnicas e operacionais do ramo. Conheço donos de salões que são eméritos profissionais em corte, química, maquiagem, tratamento capilar etc. etc., mas, como administradores dos próprios salões, são um DESASTRE.

É que a tarefa de “administrar” além de exigir conhecimentos técnicos próprios da atividade, requer também percepção aguçada sobre os movimentos sinalizados pelo mercado que, por suas leis também muito próprias e implacáveis, não perdoa pessoas ou negócios INEFICAZES.

Aconselho aos cabeleireiros donos de salões que pensem como administradores. Não basta ser um excelente profissional da beleza precisa ser também um AGENTE DE NEGÓCIOS.

Esta é a VISÃO INOVADORA que o mundo globalizado e plugado em “on line” exige de todos os empreendedores da beleza no Brasil e no mundo e é o que oriento como estudioso do assunto.

Esta atividade tem características e peculiaridades culturais próprias que a distingue dos ramos convencionais do comércio e da indústria. E é exatamente aqui neste ponto e por essa razão que, GERIR um salão exige ações profissionais de quem realmente entende do assunto. Definitivamente, esta não é mais uma atividade para AMADORES.

Para começar, não há no Brasil, de Norte a Sul ou de Leste a Oeste, nenhum profissional da beleza que já não esteja atuando em algum salão de beleza, então, falta mão de obra performática disponível e, as escolas de formação apenas qualificam, mas não aperfeiçoam. Disso resultam situações extremamente excepcionais tais como:

a) – Os elevados percentuais exigidos pelos profissionais performáticos;

b) – A fidelização do cliente pelo profissional, o que torna o salão refém dos profissionais;

c) – A falta do competente assessoramento técnico que contemple proficientemente as questões jurídicas, contábeis, fiscais, tributárias, trabalhistas, administrativas e mercadológicas de um salão de beleza. Esses são os principais itens que sintetizam todo um conhecimento necessário para que um salão de beleza tenha $UCE$$O duradouro e sustentável, somando-se a isso a capacidade do administrador de alternar AÇÕES INOVADORAS permanentemente, afinal, quem faz a DEFERENÇA é o ser humano.

A domesticidade ainda reinante nesta atividade faz muitos donos de salão concluir que constitui CUSTO para si investir em conhecimento gerencial que normalmente lhes falta. Assim sendo a maioria vive de IMPROVISAR ações que, SAEM DO NADA PARA LUGAR NENHUM, tomando-lhes precioso tempo, energia humana e recursos financeiros. Respeitadas raríssimas exceções, a maioria desconhece que QUEM CUSTEIA TUDO É O CLIENTE e este pensamento por si só, já revela um extraordinário atraso de GESTÃO, puxando para BAIXO os resultados de um salão, não importando o seu tamanho, nem sua localização. Esta é uma questão conceitual que os donos de salões precisam desconstruir em si mesmos.

O sentimento “doméstico” da atividade cria também no mercado o surgimento de profissionais que se intitulam “CONSULTORES”, mas, seus conhecimentos são incipientes e, dessa forma, terminam prestando um DESSERVIÇO à laboriosa classe de empreendedores. Aos salões recomendo: FIQUEM ATENTOS, pois esses cidadãos nunca agregarão nenhum valor aos seus salões.

Há 13 anos desenvolvendo consultoria inovadora de gestão de salões em inúmeros estados brasileiros, tenho afirmado que a grande maioria dos salões do Brasil não sabe quanto ganha ou quanto perde em cada serviço executado pelos profissionais atuantes.

Complemento essa afirmação escrevendo que raro é o dono de salão que sabe quanto ganha como profissional dentro do seu próprio salão e, quanto ganha de lucro como empresário. Entendo que um dono de salão que operacionaliza serviços junto aos seus clientes, deve se distinguir do empresário (dele próprio) que empreendeu na montagem de um salão. Isto é também um princípio do “Planejamento Estratégico”.

Outro dia, numa palestra, um participante perguntou-me sobre: em qual prazo um salão produzirá lucros? Respondi-lhe que desde o primeiro dia. Para salões de beleza é falso o conceito de que será preciso guardar um capital de giro para os primeiros meses. Os empreendedores que pensam assim passam um atestado de que nada entendem de salões, ou, foram assessorados por quem nada entende de uma real consultoria especializada em gestão inovadora de salões de beleza e clínicas de estética.

A concorrência sempre haverá e quando leal ela é extremamente benéfica. Mas, se seu salão possui IDENTIDADE TÉCNICA você não precisará se preocupar com a concorrência. O cliente que procura qualidade não procura preços, mas, para se chegar a esse nível, seu salão precisará realmente de uma administração DIFERENCIADA.

A pergunta é: você sabe desenvolver essa administração diferenciada? Se a resposta que você der a si mesmo for NÃO, então trate de recrutar no mercado quem realmente saiba fazer esse trabalho e, para aliviá-lo, afirmo também que não será seu salão que pagará a essa pessoa, mas, os CLIENTES que, satisfeitos com sua gestão profissional ainda AGRADECERÃO.

Lembro, todavia de que neste tópico estou escrevendo sobre quem realmente saiba fazer o trabalho. Neste entendimento estão inseridos todos os candidatos capazes e excluídos todos os incapazes, não importando grau de parentesco, amizades pessoais, indicações políticas ou coisas do gênero. Empresas não têm coração só cérebro coerente.

Entusiasta dessa atividade reafirmo que a LUCRATIVIDADE dos salões de beleza, poderá ser excelente se, por detrás desses salões estiver alguém a administrá-los com o conhecimento e a proficiência necessários. Eis a questão.

Fonte:  http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/serie-saloes-de-beleza-os-resultados-sao-do-tamanho-do-pensamento/69907/

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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