Negócios no ramo de unhas exigem investimentos a partir de R$ 3mil
Negócios no ramo de unhas exigem investimentos a partir de R$ 3mil
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Negócios no ramo de unhas exigem investimentos a partir de R$ 3mil

Priscila Barbosa dos Santos, de 26 anos, é manicure e pedicure há seis anos e atua como microempreendedora individual há um. Desde que se registrou como MEI — sem custo algum —, viu seus ganhos aumentarem de 30% a 40%.

A desobrigação de dividir receitas com salões de beleza é um dos motivos que levam mulheres como ela, com uma boa carteira de clientes, a migrar para o modelo de negócio. Mas os benefícios do MEI atraem também as novatas no ramo de unhas, um dos menos impactados pela crise econômica no país, inclusive dentro no segmento de beleza.

“Ser MEI permite, por exemplo, comprar materiais diretamente das indústrias, reduzindo os custos. Atualmente, esse é o formato mais escolhido por quem abre seu próprio negócio no ramo. Além de não gastar nada para se formalizar, a manutenção como MEI custa, no máximo, R$ 50 mensais”, explica Valderlene Souza, que é analista do Sebrae.

Ainda segundo ela, a lei do microempreendedor individual permite várias formas de atuação profissional, como a de porta em porta, com necessidade de investimento baixa (cerca de R$ 3 mil), e que é adotada por Priscila. Mas também é possível montar um quiosque ou um ponto fixo, conhecido como esmalteria.

“Estou juntando dinheiro para fazer isso onde moro”, conta Priscila, que reside na comunidade São João, no Engenho Novo, e pensa mais adiante: “Depois, dependendo do faturamento, posso abrir uma microempresa”.

Quem prefere abrir uma empresa tem dois caminhos. Um deles é lançar uma marca do zero, podendo contratar outras funcionárias (o MEI só permite uma contratação), que receberão um salário determinado e comissões pelos atendimentos feitos, além da meta acordada entre as partes; ou alugar cadeiras a outras profissionais. A segunda alternativa é apostar num modelo pronto: entrar para uma rede de franquias. Foi o que fizeram as irmãs Kasselyne e Homara Dantas Araújo, de 34 e 37 anos, respectivamente.

Um ano depois da decisão, as irmãs não se arrependem:

“Eu sou engenheira química de formação. Fui demitida em 2012 e passei mais de dois anos buscando um emprego, sem conseguir. Aí, em maio do ano passado, peguei o dinheiro que tinha recebido após a demissão, me sentei com minha irmã para conversar, e resolvemos procurar um bom negócio para investir. E, apesar da crise, com fé, está dando certo”, avalia Homara, que gerencia uma unidade da Esmalteria Nailz, na Tijuca, na Zona Norte.

Entre as redes franqueadoras voltadas para o cuidado com as unhas, há opções que pedem investimentos iniciais de R$ 60 mil a R$ 100 mil. As marcas prometem vantagens aos empreendedores, frente à responsabilidade de elaborar um negócio do zero.

“Uma diferença é carregar já o nome da marca, relativamente conhecido, ter suporte durante o processo de abertura, regras estabelecidas e previsão de custos organizada também. Tudo minimiza possíveis erros e prejuízos”, diz Camille Valverde, sócia-fundadora da Nailz.

Seja qual for a escolha e apesar de o ramo ir bem, é preciso estar capacitado para garantir bons resultados no mercado. Diversas instituições de ensino oferecem cursos presenciais e online.

“O esmalte ultrapassou o batom frente à crise”, afirma analista do Sebrae

“É muito importante estar qualificado. Para ajudar no processo de gestão das esmalterias, há várias capacitações no Sebrae: sobre finanças, preços e tudo o que vai ajudar o empreendedor a tocar o negócio. Já na partetécnica, há vários cursos em outras instituições, que qualificam o profissional para cuidar das unhas das mãos e dos pés. Estudar gera benefícios próprios: traz certificados para o currículo e valoriza o profissional para atuar no ramo. Em 2012, o jornal “The New York Times” publicou um estudo que mostrava que o esmalte ultrapassou a resistência do batom à crise econômica. E acho que segue assim. É o último serviço de beleza cortado”, afirma a analista do Sebrae/RJ Valderlene de Souza.

Conheça os caminhos do mercado

Embelleze – O curso de manicure e pedicure profissional tem duração de 72 horas. Para se inscrever, é preciso ter ensino fundamental e, ao menos, 15 anos. Basta acessar www.institutoembelleze.com, procurar a unidade mais próxima e consultar as datas das futuras turmas. O valor é de R$ 1.100 (podendo ser parcelado em seis vezes, sem juros).

Magic nails – A empresa forma, virtualmente, profissionais em técnicas de alongamento artificial de unhas: gel, acrigel e fibra de sede; fibra de vidro; e porcelana. Os custos variam de R$ 49,90 a R$ 69,90. Acesse: magicnails.com.br. Para treinar, é preciso ter os materiais de cada técnica, que também podem ser comprados pelo site da Magic Nails. Há ainda cursos presenciais. Informações: (21) 4042-0527 e 3627-6315.

Senac RJ – O curso de manicure e pedicure é ministrado em 160 horas e pode ser pago em nove parcelas de R$ 208. Para se inscrever, é preciso ter o 6º ano do ensino fundamental (antiga 5ª série) e idade mínima de 16 anos. O site é www.rj.senac.br.

Microempreendedor – Para ser MEI, é preciso ter faturamento de até R$ 60 mil por ano, e só é permitida a contratação de uma funcionária. O Sebrae dá orientações, além de oficinas e palestras para quem quer esclarecer dúvidas ou precisa de uma ajuda para montar seu plano de negócios. Acesse www.sebrae.com.br.

Equipamentos – A manicure e pedicure tem um custo baixo para iniciar os trabalhos, principalmente se atender em domicílio. Além de alicate inox, espátulas e palitos, são necessários alguns materiais descartáveis, como luvas. O maior gasto envolve a compra do autoclave (aparelho para esterilização, exigido pela Vigilância Sanitária).

Espaço próprio – No caso de abrir uma esmalteria própria, o dono deve contratar seus funcionários pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e incluir na folha de pagamento as comissões acordadas. De acordo com o Sebrae, segundo a prática do mercado, estes pagamentos hoje variam de 30% a 60% do valor dos serviços feitos por manicures e pedicures, após baterem suas metas (relativas ao salário). A não inclusão na folha de pagamento incorre em falta nas questões trabalhistas e pode ser punida, caso seja denunciada e comprovada.

Aluguel de cadeira – Ainda de acordo com o Sebrae, oficialmente, o dono de uma esmalteria só pode alugar seu espaço para um profissional se ele não for MEI e se o contrato for homologado pelo sindicato da categoria.

Esmalteria Nacional – Para abrir uma unidade da rede, é preciso preencher um formulário no site www. esmalterianacional.com.br. O custo parte de R$ 60 mil.

Esmalteria Nailz – São sete franquias no Rio. Para abrir uma nova unidade, o valor de investimento gira em torno de R$ 96.500, já incluídas a taxa de franquia, o projeto arquitetônico, as obras, o mobiliário, os equipamentos e a taxa de publicidade. E-mails: franquias@nailz.com.br e contato@nailz.com.br.

Unhas Express – Já há 30 lojas no Estado do Rio. O investimento inicial para abrir uma franquia é a partir de R$ 60 mil, referentes à taxa de franquia e ao mobiliário. O franqueado recebe treinamento de pessoal, aperfeiçoamento em determinados serviços (sendo um por mês e uma visita técnica mensal) e, anualmente, uniformes, sem custo adicional. A taxa de propaganda é mensal: R$ 200.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/MEI/noticia/2016/05/negocios-no-ramo-de-unhas-exigem-investimentos-partir-de-r-3-mil-reais.html

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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