Mercado de estética é um dos mais promissores no Brasil
Mercado de estética é um dos mais promissores no Brasil
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Mercado de estética é um dos mais promissores no Brasil

 

 

Área exige qualificação e atualização constante dos profissionais

Beleza e bem-estar podem ser um bom caminho profissional. As graduações em estética têm ganhado espaço nas universidades e apontam para uma exigência do mercado: a necessidade de os profissionais dominarem técnicas específicas.

– A sociedade e o mercado perceberam que a estética faz essa interface direta com a saúde. Isso demanda conhecimento – afirma Katia Regina de Lima e Silva Smaniotto, coordenadora do curso de Tecnologia em Estética e Coméstica da Feevale.

Os primeiros superiores em estética do país são do início dos anos 2000. Segundo Mônica Kuplich, coordenadora do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética e do bacharelado em Estética da Ulbra, a disseminação das cirurgias plásticas também está ligada ao crescimento das graduações, pois ajudou a popularizar a procura por métodos alternativos e menos invasivos.

No Brasil, mais de 150 universidades oferecem a formação superior. O Rio Grande do Sul conta com 10 instituições, todas privadas – no país, segundo o Ministério da Educação, a Universidade Estadual de Goiás é a única pública.

– Opte por técnico ou graduação. Os cursos livres já não são aceitos em alguns Estados. É uma tendência do mercado. Tente se qualificar para não ter de voltar para a sala de aula depois – alerta Marcelo Kertichka, presidente da Associação Brasileira de Estética e Saúde Complementar (Abraesc).

Os números apontam interesse cada vez maior na área. Na Feevale, o crescimento de inscritos foi de 27,3%, comparando inscritos no primeiro vestibular de verão, em 2012, com os de 2014. Na Universidade de Passo Fundo (UPF), 2015 mostrou um aumento de 42,6% em relação a 2011.

O curso técnico da Factum teve ingresso de 101 alunos em 2011, o primeiro ano de atividades, enquanto em 2014 foram 226.

Noções da área de saúde

O Brasil está em terceiro lugar no ranking de consumo de produtos estéticos, atrás de Estados Unidos e China. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) mostram que o setor teve um crescimento médio de 10% ao ano nas últimas duas décadas, chegando a faturar R$ 43,2 bilhões em 2014. Em relação à procura por serviços estéticos, a pesquisa apontou aumento de 32% de 2013 para 2014.

– O mercado está em ascensão mesmo em meio à crise – ressalta o presidente da Abraesc, Marcelo Kertichka.

Ter afinidade com cuidados estéticos é imprescindível, mas não é só isso.

– Os alunos frequentam ambientes e laboratórios usados por estudantes de Medicina, Farmácia e Nutrição, por exemplo. Alguns não entram com a noção de ser um profissional da saúde – afirma Cristina Duarte, coordenadora do bacharelado em Estética da Universidade Anhembi Morumbi, pioneira no país.

Narjana Rodrigues, 20 anos, fez cursos de maquiagem e começou a atender clientes em casa. O trabalho dava resultados satisfatórios, mas, mesmo assim, ela decidiu buscar a graduação:

– O curso dá um conhecimento mais amplo. Nas aulas, descobri que tenho muita afinidade com estética facial e corporal. Talvez aposte mais nessa área.

Na reta final do curso de tecnologia da Ulbra, Raphaella Job Santos, 22 anos, cresceu em contato com o segmento, pois a família tem um salão de beleza. Sua expectativa é trabalhar em um centro estético próximo a Porto Alegre principalmente com a área facial.

UPGRADE NO CURRÍCULO

Sobre o curso

O Rio Grande do Sul oferece cursos superiores em estética em 10 instituições: Ulbra, UCS, UPF, Feevale, Unisc, Unicruz, Unijuí, Unilasalle, Univates e Fadergs – todas são privadas.

Uma das características do curso é a prática, que engloba cerca de 70% do currículo. Há cadeiras ligadas à biologia e à química, como formulações e cosmetologia, anatomia, fisiologia humana e microbiologia.

Na grade, há matérias práticas que tratam de procedimentos na área de estética facial, corporal e capilar, maquiagem e visagismo (composição da imagem), drenagem linfática, massoterapia e terapias alternativas (cromoterapia, por exemplo). Outro pilar da formação é a parte administrativa, com cadeiras de gestão, legislação e psicologia, entre outras.

Os cursos técnicos mantêm currículo semelhante aos tecnológicos e, no Estado, são oferecidos em instituições como Factum e Senac. Os formatos livres podem ser encontrados na Escola Bel’Art e Steticart, entre outras.

Estude fora

A Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo conta, desde 2011, com o primeiro Spa Escola do Brasil. O espaço tem salas especiais para tratamentos corporais e faciais e instalações para atender à saúde, ao bem-estar e à beleza, em programas abertos à comunidade. O estágio dos alunos é realizado ali.

Fora do país, os cursos costumam ser em nível técnico. Há opções como o Instituto Profesional AIEP, no Chile, a Universidade Maimónides, na Argentina, e o Centro Nacional de Estética, em Portugal.

Mercado de trabalho

As principais áreas são a estética facial, a corporal e a capilar. Maquiagem é outro segmento específico muito popular. Clínicas estéticas, salões de beleza, clínicas médicas (no trabalho com o pós-operatório), spas, academias e indústrias de cosméticos são lugares nos quais os profissionais atuam.

A comunicação também surge como oportunidade de emprego, com consultoria para a produção de conteúdo de sites ou blogs. Abrir o próprio negócio, como um centro de estética, também é um caminho.

Padrão da saúde

Assim como a maior parte dos profissionais da saúde, quem trabalha com estética costuma utilizar roupas brancas (calça, blusa, sapato e jaleco).

Outros hábitos de rotina são usar sapatos fechados, cabelos presos e com touca e unhas curtas. Em certas ocasiões, usam-se máscaras e luvas.

Diferenças entre os cursos

Para entrar na área da estética, há opções de cursos de bacharelado, tecnológico, técnico e livre. Todos habilitam a trabalhar na área. A profissão não conta com regulamentação específica. Compare:

Bacharelado – Com cerca de quatro anos de duração, o curso conta com mais teoria do que as demais modalidades. Há uma reflexão maior sobre o sistema de saúde como um todo e mais incentivo à pesquisa.

Tecnológico – Considerado uma graduação, o curso tem duração de aproximadamente três anos. Há aspectos teóricos, mas a prática é o foco principal.

Técnico – O curso é focado na prática, mas é menos aprofundado, com cerca de dois anos. Não é de nível superior. Para quem precisa entrar ainda mais rápido no mercado, é uma boa opção.

Cursos livres – Compacto, com duração de dias ou poucas semanas, esses cursos demandam menos investimento financeiro e ajudam a ingressar no mercado. Devido ao tempo, o conhecimento é mais restrito. É indicado para quem quer ter um primeiro contato com a área.

É melhor focar em uma área?

Focar em uma área acaba sendo um caminho natural do aluno por causa da afinidade com determinado tema. Mônica Kuplich, professora da Ulbra, chama a atenção para a situação específica vivida pelos profissionais no Estado devido ao clima:

– Tem de deixar o leque aberto, pois aqui temos inverno e verão. O tipo de procedimento pode variar com a estação. Não dá para fechar áreas.

De olhos abertos

Sites e blogs sobre estética têm aos montes. Mas é bom ficar atento: nem todas as fontes são confiáveis.

– Tem de ter um senso crítico. Há sites sérios e outros não. Por isso, é importante estudar e adquirir conhecimento – diz a professora Aline Vieira Marques, da Factum.

Curiosidades

O curso é mais frequentado por mulheres. Na Feevale, por exemplo, dos 276 alunos, apenas quatro são homens.

Em cadeiras de anatomia, o aluno precisa lidar com cadáveres.

Os laboratórios lembram salões de beleza e spas. Em parte das cadeiras, os procedimentos são feitos em convidados e voluntários.

Gosta de estética? Então, leia

Confira algumas sugestões de leituras da área:

Dermatologia Estética, de Maria Paulina Villarejo Kede e Oleg Sabatovich.
Peeling, Máscara e Acne, de Arthur dos Santos Pimentel.
Estética Facial Essencial: Orientações para o Profissional de Estética, de Priscila C. Dal Gobbo.
Terapia Capilar: uma Abordagem Complementar, de Leonardo Wichrowski.

 

Por: Nathália Carapeços

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/educacao/noticia/2015/07/mercado-de-estetica-e-um-dos-mais-promissores-no-brasil-4793125.html

 

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