Mercado da beleza dribla crise
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Mercado da beleza dribla crise

 

 

O mercado de beleza encontra-se entre os setores menos suscetíveis a crises econômicas. É o que mostra pesquisa divulgada pelo Instituto Fecomércio do Distrito Federal, em abril deste ano. O estudo aponta que o serviço de cabeleireiros, por exemplo, sofreu retração de apenas 5,29%, em comparação ao ano passado, enquanto o segmento de promoção de vendas — segunda vertente menos afetada — apresenta contração de 10,74%. No âmbito nacional, houve uma retração de 9,78% nos serviços prestados em salões em relação a 2014. Já os produtos profissionais vendidos sofreram queda de 13,54%, segundo a Associação Brasileira de Salões de Beleza (ABSB).

Proprietária do salão Universo Masculino há 3 anos, Naiara Borges, 27 anos, apresenta uma explicação simples para a configuração deste cenário: a imagem pessoal é o cartão de visita de cada um. “O setor de beleza nunca vai morrer porque a apresentação visual é item de extrema importância para a obtenção de vagas no mercado profissional ou o ingresso em grandes círculos de socialização. Isso é muito evidente hoje em dia”, comenta.

O bom posicionamento mediante a crise, no entanto, exige muito esforço dos empresários. Eles usam a criatividade e se desdobram para criar diferenciais na área de trabalho e atrair o público. O salão de Naiara, por exemplo, é, além de um espaço de beleza, um local de entretenimento e interação. A primeira característica é clara: apenas homens são atendidos. “Os rapazes se sentiam intimidados por receberem cuidados no mesmo local em que mulheres. Aqui, eles ficam à vontade para passar por quaisquer procedimentos”, explica a proprietária. A loja conta ainda com mesa de sinuca, videogames, venda de bebidas e programas esportivos, além de planos de fidelização.

As medidas agradam aos clientes. “Aqui, não temos que esperar os tratamentos de beleza femininos, que geralmente demandam mais tempo para a realização. E mais: sempre venho com os meus amigos na sexta-feira. Fazemos a barba ou cortamos o cabelo, bebemos um pouco, batemos papo e, depois, partimos para as festas”, conta o empresário Fernando Éverton, 28, cliente do salão há cinco anos.

O constante processo de reinvenção do ramo exige, além de adaptações nos espaços físicos, mudanças que agradem o bolso dos clientes. Por isso, Ricardo dos Santos, empresário no setor de beleza há 15 anos e proprietário de um salão que leva seu nome, oferece promoções semanalmente. De acordo com o cabeleireiro, pessoas que visitavam o estabelecimento uma vez por semana agora comparecem a cada 15 dias. “O salão de beleza é algo supérfluo, mas, ao mesmo tempo, necessário. Então, temos que oferecer condições para que o cliente continue nos visitando, mesmo que com menor frequência. De terça a quinta-feira, promovemos serviços com percentuais de cobrança menores. Em fins de semana, damos desconto para os que pagam em dinheiro”, explica.

Outra técnica utilizada por Ricardo é abrir as portas do centro de beleza para a apresentação de empresas que ofereçam novos produtos. O salão oferece, por último, atendimento residencial, em casos específicos, com freelancers — e processo de seleção é rigoroso. “Buscamos pessoas capacitadas. Geralmente, aceitamos indicações, mas o profissional tem que apresentar certificados”, ressalta.

Fonte: http://www.rondoniaovivo.com/noticia/mercado-da-beleza-dribla-crise/157690

 

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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