Mercado da beleza: Como driblar a crise econômica e crescer
Mercado da beleza: Como driblar a crise econômica e crescer
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Mercado da beleza: Como driblar a crise econômica e crescer

O Brasil vigora como o quarto maior mercado para o segmento de higiene e beleza, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão. Mesmo diante da crise econômica e o consumidor tendo que cortar gastos para manter as finanças em dia, idas a salões podem até ter diminuído, mas não saíram totalmente da lista de prioridades das brasileiras.

Mais do que investir em promoções, os empresários do setor de beleza devem entender os hábitos de seus clientes, para assim crescer mesmo diante do cenário de crise econômica. Pesquisa realizada pela Vaniday – plataforma online para encontrar e agendar tratamentos em salões – mapeou os procedimentos mais procurados pelos consumidores em salões de beleza de São Paulo e o custo de casa serviço nas cinco regiões da capital: Leste, Oeste, Norte, Sul e Centro.

Hábitos de consumo

Com custo médio de R$ 23 a manicure é líder de procura nos centros de estética em São Paulo, logo investir nesse sentido pode garantir melhoria no faturamento. Segundo a pesquisa, ele é o único procedimento em consenso em toda capital, mas a variação de preço é grande. Na Zona Oeste o serviço mais básico sai a partir de R$ 14 e na zona Sul, o mais rebuscado não sai por menos de R$ 70.

O comportamento muda de região para região. Na zona leste de São Paulo, as clientes costumam procurar por cuidados mais completos, que vão desde tratamentos capilares aos mais simples, como manicure e pedicure. As residentes da zona leste foram consideradas como as consumidoras mais vaidosas em São Paulo. Na lista de preferência entre o público da zona leste estão: escova progressiva em primeiro lugar; em segundo a podologia e em terceiro o alongamento de cílios. A consumidora dessa região gosta de tratamentos de longo prazo, logo, investir em serviços que atendam essa demanda pode ajudar na saúde financeira dos centros de estéticas, spas e salões de beleza da região.

Tendência de mercado

Na zona oeste os tratamentos capilares lideram a procura pelos centros de estética. O corte de cabelo é o serviço com maior procura e tem preço médio de R$ 67 e para complementar a gama de cuidados com os cabelos, as consumidoras agregam a hidratação, o que amplia o tíquete médio de gasto. Já na zona norte de São Paulo, os cuidados vão além da aparência. As consumidoras procuram com maior frequência procedimentos como limpeza de pele e massagens relaxantes. Um dos fatores que podem impulsionar essa procura pela limpeza de pele, por exemplo, é o valor do serviço já que é o mais barato na comparação com as demais regiões. Essa tendência maior em cuidar dos cabelos faz com empresas como a Truss Cosmetics, indústria de produtos capilar, tenha perspectiva de crescer 12% este ano.

A depilação entra como serviço preferencial das consumidoras que residem na zona sul de São Paulo, seguido pelas sobrancelhas. O tíquete médio de gasto com a sobrancelha é de R$ 44, e foi identificado que elas não deixam de investir nesse serviço nas idas ao salão. Ao atuar neste segmento, a empreendedora Luzia Costa, criadora das marcas Sóbrancelhas e da Beryllos (cuticularia), afirma que a crise tem passado bem distante de suas operações. “É um segmento que sofre menos com a crise, uma vez que os brasileiros não deixam de se cuidar. Além dos nossos serviços, a rede Sóbrancelhas, por exemplo, oferece também a linha de produtos de marca própria o que colabora com o equilíbrio de faturamento de cada franquia”, disse Luzia.

A empresária explicou ainda que, mesmo com o bolso do consumidor apertado por conta da crise, a rede tem crescido de forma significativa o número de clientes. “Atualmente a rede atende uma média de 90 mil pessoas por mês, e pretende ter um aumento de 25% no número de clientes por unidade em 2016”.

Para finalizar Luiza explicou que o atendimento diferenciado é um dos segredos do sucesso de suas marcas. “A fidelização, o atendimento especial e o serviço feito com maestria são os fatores que fazem com que os clientes sempre voltem mesmo em um momento em que o dinheiro está escasso. A mulher não vai arriscar fazer a sobrancelha em um lugar desconhecido simplesmente por ser mais barato. Ela enxerga valor e segurança no atendimento da rede”, concluiu.

Já na região Central de São Paulo os cuidados com os pés vêm como complemento aos cuidados com as mãos. Na região a pedicure custa R$ 30, um dos mais caros da cidade e mesmo com o valor alto, as consumidoras da Bela Vista, Cerqueira César, Higienópolis e demais bairros do centro, não abrem mão dessa rotina.

Mercado masculino

Os homens também devem estar no radar dos empresários do ramo de beleza. Atualmente a tendência são as barbearias, que além de cuidados com os cabelos e a barba, oferecem cervejas artesanais, sinuca e muita descontração aos seus consumidores. O serviço favorito dos homens é o corte de cabelo, que apesar de variar entre R$ 10 e R$ 200 nos salões cadastrados na plataforma da Vaniday, tem o preço médio de R$50 por toda a cidade. Em segundo lugar no pódio da beleza masculina, ficam tratamentos para unhas das mãos e pés e em terceiro, depilação.

É justamente a apostar no mercado masculino de beleza que a Truss espera em 2017 manter o ritmo de crescimento. Só para o público masculino a indústria investiu R$ 3 milhões na criação de produtos para este nicho. “Em primeiro lugar nas vendas estão os sabonetes, seguido de shampoos e produtos para barba”, informou à empresa que acredita que essa categoria possa trazer incremento de 25% em seu faturamento este ano.
Fonte: Economia – iG @ http://economia.ig.com.br/2016-10-24/beleza.html

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1 Comentários desativados em Mercado da beleza: Como driblar a crise econômica e crescer 993 06 abril, 2017 Mercado da Beleza abril 6, 2017

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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