Curso superior na área de estética - Por que fazer?
Curso superior na área de estética – Por que fazer?
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Curso superior na área de estética – Por que fazer?

 

 

De olho em um mercado promissor, algumas universidades vêm criando cursos superiores na área de estética, que ajudam o esteticista a desenvolver novas competências e habilidades para atender consumidores cada vez mais exigentes. Tais programas podem ser uma importante oportunidade para o profissional aumentar sua empregabilidade e obter melhores condições de trabalho.

Somente no Estado de São Paulo eles já somam mais de 40 mil, sem contar no restante do Brasil, onde os profissionais de estética vem ganhando espaço, despontando como uma carreira próspera e em plena ascensão. O fato é que com a consolidação do conceito de bem-estar no País, os esteticistas têm sido cada vez mais requisitados para atender pessoas mais conscientes e preocupados em cuidar da saúde.

Para isso, esses profissionais precisam ter conhecimentos que envolvem não somente as técnicas de aplicação dos vários procedimentos. Eles hoje integram equipes multidisciplinares e precisam também conhecer anatomia, fisiologia, reações químicas etc., a fim de realizar um trabalho seguro e eficiente para seus clientes.

Por outro lado, muitos profissionais dessa área ainda sofrem com baixos salários, jornadas desgastantes, além de condições precárias de trabalho, tendo, muitas vezes, de dividir espaços reduzidos com outros colegas.

Enquanto aguardam a aprovação do projeto de lei pelo Congresso Nacional, que regulamentará a profissão, o caminho para os esteticistas é investir em sua qualificação, a fim de melhorar sua remuneração e  se manter preparados para atender a uma demanda crescente da sociedade.

Hoje, além dos cursos técnicos, já existem universidades que oferecem graduação nessa área com cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação. A proposta é ampliar os conhecimentos dos esteticistas de modo que eles possam desenvolver diferenciais competitivos e obter ascensão profissional. Em São Paulo, umas das instituições que oferecem curso superior nessa área é a Universidade Anhembi-Morumbi. Em 2001, a instituição criou a Escola de Saúde e Beleza, a primeira na categoria do universo das Instituições de Ensino Superior (IES), e lançou o primeiro curso superior em Estética e Cosmetologia. Hoje, a universidade oferece os programas: Graduação em Estética, Graduação Tecnológica em Podologia, Curso Superior de Formação Específica em Visagismo e Terapia Capilar e Graduação Tecnológica em Maquiagem Profissional.

Segundo a professora Cristina Duarte, coordenadora do curso de Estética da Universidade Anhembi-Morumbi, o crescimento desse mercado e a grande procura por palestras e seminários nas áreas de estética e cosmetologia foram as razões que levaram a instituição a criar uma programa específico para formação superior de profissionais de estética.

Atualmente, o curso de Graduação em Estética tem matriculados 620 alunos. Com a formação da primeira turma de bacharelado em estética, no final de 2010, a instituição formará também os 100 primeiros bacharéis do País nessa área.

O objetivo dos programas é oferecer aos profissionais a possibilidade de desenvolvimento de novas competências e habilidades, contribuindo para facilitar a busca do reconhecimento da profissão no País.

Na visão da coordenadora, apesar da falta de regulamentação, a carreira de esteticista é bastante promissora. Daí a importância de formar um profissional consciente de sua função e responsabilidades. “Para ser competitivo, o profissional tem de se manter sempre atualizado em relação às novas tecnologias. A área de atuação dos profissionais de estética varia entre os diversos segmentos – clínicas de estética, salões de beleza, clínicas médicas, empresas de cosméticos, entre outros –, e a grande dificuldade é ainda o sistema de remuneração de grande parte dos estabelecimentos. Os cursos pretendem formar profissionais capazes de assumir suas funções legal e integralmente, impondo-se como membro qualificado e competente dentro de uma equipe multidisciplinar de saúde e beleza”, destaca Cristina. 

 

Formação em três anos

O aluno que ingressar no curso da Universidade Anhembi-Morumbi tem sua formação concluída em três anos. O currículo do curso de Graduação em Estética está agrupado em blocos de conhecimentos e os conteúdos são totalmente integrados, contando com disciplinas de Histologia, Citologia; Anatomia, Microbiologia, Parasitologia, Dermatologia e Nutrição. “Os conteúdos dessas disciplinas visam oferecer à fundamentação biológica necessária para a formação de um profissional da área de saúde, capaz de reconhecer os mecanismos de formação da vida, seu desenvolvimento e estrutura morfológica, os mecanismos imunológicos de defesa, os princípios farmacológicos e suas interações com o ser humano, além de outras bases que proporcionam relacionar criteriosamente os mecanismos que regulam a saúde e a doença. Contam também com disciplinas de Gestão em Beleza e Marketing em Serviços de Beleza, com foco no empreendedorismo”, ressalta a coordenadora.

A formação também contempla o desenvolvimento de habilidades práticas, com disciplinas que abordam Cosmetologia; Terapia Estética I; Cosmetologia Avançada, Terapia Estética II; Estética Facial, Expressão Corporal, Nutrição em Estética, Cosmetologia Demonstrativa, Estética Corporal, Estética e Bem-Estar, Dermopigmentação, Estética em Medicina e Cirurgia e Estágio Supervisionado.  “É neste campo que o aluno aprende como lidar com os procedimentos específicos, inovadores e de alta tecnologia, que se encontram em evidência no mercado de saúde e beleza”, explica Cristina.

Segundo ela, o perfil dos alunos que procuram os cursos de estética também vem mudando. A coordenadora revelou que até 2002, a sala de aula era formada, em sua maioria, por profissionais atuantes na área de estética, que buscavam aprimoramento com o nível superior.  Nos últimos anos, em levantamentos estatísticos realizados pela instituição, observou-se que 85% do público são jovens de 18 a 24 anos. Mas sem perder a característica do público já atuante na área.

 

Com a palavra, os esteticistas

Mas até que ponto um curso superior pode ajudar a aumentar a empregabilidade do profissional, melhorando a remuneração e permitindo novas oportunidades de trabalho? O fato é que, seja qual for a carreira, quanto mais conhecimentos, mais preparados os profissionais estarão para enfrentar desafios e se adaptar as várias transformações da profissão.

A verdade é que, hoje, além dos empregadores, os clientes também tendem a valorizar profissionais com diploma superior. Com isso, não basta mais somente a experiência. O profissional terá de aliar as duas coisas.

Ananda Rabelo, que atua há um ano e meio na área de estética, garante que a obtenção do diploma superior permitiu-lhe não só ganhar novos conhecimentos, como também trouxe maior reconhecimento e melhor remuneração. “Eu já trabalhava no setor enquanto estudava, mas os contatos que consegui depois de ter concluído a faculdade não se paga. Se eu precisasse procurar emprego na época seria muito fácil de conseguir uma boa colocação”, avalia.

Ananda se formou em estética no final do ano passado, na UNIPAR – Universidade Paranaense de Cascavel (PR), curso que tem também três anos de duração. Atualmente, é pós-graduanda em Dermoestética. Para ela, o diploma é algo a mais para o profissional, que pode contar muito, especialmente quando a profissão estiver regulamentada.

“Todas as formas de se buscar uma especialização dentro da estética é válida. Os clientes também valorizam o profissional que possui diploma, pois passa mais confiança, uma vez que esse esteticista se preocupou em aumentar seus conhecimentos para melhor atendê-los. A estética muda a cada dia. Quem tem mais estudo sai na frente. Hoje, o profissional é proibido de realizar muitos procedimentos por não haver regulamentação e um conselho. Por isso, temos de nos especializar da melhor forma, no sentido de contribuir para o reconhecimento da profissão”, Ananda.

Na faculdade, Ananda estou disciplinas básicas, como biologia, química, anatomia, nutrição, física, além de outras matérias específicas como estética corporal e facial, administração, bioética, dermatologia, cosmetologia, capilar, psicologia e terapias alternativas. Segundo ela, a parte prática também foi contemplada por meio de estágios supervisionados.

Para a esteticista, os cursos de formação técnica preparam o profissional para atuar em um mercado extremamente competitivo, especialmente no que diz respeito à parte prática. Porém, ainda deixam a desejar em termos de embasamento teórico. “A diferença do curso superior é que aprendemos a origem de cada técnica com as aulas teóricas para depois usá-las com mais conhecimento. Temos ainda a vantagem de poder fazer pós-graduação como qualquer outro curso. Contamos com estudos de casos e revisão de literaturas. O mercado valoriza quem ele percebe que entende mais. É, na verdade, uma junção de conhecimento e experiência, porque o diploma sozinho também não garante empregabilidade”, observa Ananda.

Carolina Cerella Del Negro, Cosmetologa, graduada em cosmetologia e estética pela Universidade Paulista, também acredita que o curso superior é extremamente importante para o profissional buscar oportunidades de trabalho que lhe tragam melhores remuneração e condições de trabalho. “O mercado de trabalho para um profissional de estética está em constante crescimento. A mercado dita, hoje, que a saúde e a beleza são fundamentais para o bem-estar pessoal, e, portanto, cada vez mais, as pessoas procuram se tratar com esses especialistas. Além disso, o consumidor exige ser tratado por quem entenda do assunto profissionalmente”, analisa.

Atualmente, Carolina não atua na área, mas explica que o curso superior transmite conhecimentos científicos e anatômicos, permitindo que o profissional possa se especializar em diferentes segmentos. “Uma esteticista deve ter plena consciência da importância que tem para seus pacientes, já que a beleza, para muitos, é sinal de bem-estar. Por isso, antes de qualquer coisa, é necessário que o profissional amplie seus conhecimentos”, opina.

 

Experiência x conhecimento

 Mas não são somente os clientes que valorizam e buscam profissionais que possuem uma boa formação acadêmica na área de estética. Muitas clínicas e centros de estética também preferem contratar esteticistas que conseguem aliar experiência e conhecimento científico.

“Acredito que uma boa formação acadêmica ajuda muito um profissional a desenvolver diversas habilidades importantes. Mas, o diploma sozinho não garante o sucesso. Já me deparei com muitos massagistas e esteticistas com um excelente currículo, cheios de formação, porém, eram profissionais medianos, comparados a outros que sequer tinham uma formação superior. Não estou dizendo que estudar e se capacitar não é relevante. É muito importante! Só quero ressaltar que a formação acadêmica por si só não pode garantir o sucesso profissional”, explica Ana Cristina Soares, esteticista e proprietária da Clínica Crislú, em São Paulo.

Segundo ela, todos os profissionais que trabalham em sua clínica são técnicos ou possuem graduação superior, estando aptos para exercer as funções. “Ao longo de 23 anos de atividades da clínica, notamos que a simpatia, o carisma, o conhecimento e a experiência são aspectos que definem um bom profissional. Em várias situações, percebemos que as clientes também aceitam bem profissionais que não têm curso superior, desde que possuam conhecimentos e experiência para realizar os diversos procedimentos com segurança para o cliente”, acrescenta.

Na opinião da empresária, o mercado de estética é muito promissor, mas, requer muita disciplina e responsabilidade. “Por isso, qualquer forma de aprimoramento é importante, sejam cursos técnicos ou graduação superior. Até porque temos dificuldades para encontrar e contratar profissionais qualificados. O profissional que investe em sua formação, sem dúvida, consegue melhorar sua remuneração. Mas também precisa desenvolver outras competências, que são muito importantes”, analisa.

Na verdade, o curso superior no segmento de estética, assim como em qualquer outra área, traz maior valorização profissional e abre oportunidades de trabalho. Entretanto, essas conquistas serão ainda mais efetivas quando a categoria obtiver a regulamentação da profissão. Enquanto isso, os profissionais que quiserem sair na frente devem investir em seu aprimoramento contínuo e, por que não, se planejar para frequentar os bancos das universidades.

 

Por Madalena Almeida – Jornalismo Estética & Negócios

 

 

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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